Não, leitor! Este post não se trata da nova adaptação para os cinemas dirigida por Zack Snyder ("300" e "Watchmen - O Filme") e produzida por Christopher Nolan (da atual trilogia de Batman). O título acima refere-se a uma publicação clássica que, este ano, completa 25 anos.
O responsável, não só pelo roteiro mas também pela arte, chama-se John Byrne. Na metade dos anos 1980, após uma reformulação no seu universo - essa praga já existia naquela época, antes mesmo da atual 52 - a DC Comics escalou este gênio dos quadrinhos para recontar a origem do personagem. Byrne havia conseguido destaque por seu trabalho na Marvel Comics, sendo um deles conceber uma nova gênese ao Homem-Aranha.
Cada página é uma obra de arte. Desde o primeiro quadro, quando somos apresentados ao planeta Krypton e aos pais biológicos de Kal-El - Jor-El e Lara -, passando brevemente pela adolescência de Clark Kent em Smallville e chegando, enfim, ao surgimento do Super-Homem (foram quase vinte anos da minha vida o chamando assim. Não consigo me acostumar com Superman). O autor, com o seu traço inconfundível, confere a revista não só uma aura de clássica, mas também mítica ao universo do Homem de Aço.
O roteiro é muito bem amarrado. Quase uma equação em que um elemento A implica em um B. Fica nítida a preocupação que Byrne tem em explicar, metodicamente, cada aspecto que compõe o super-herói criado pela dupla Siegel e Shuster: a necessidade de criar um uniforme e uma identidade secreta para suas atitudes altruístas, o "dilema" dos óculos de grau que Clark Kent usa para não perceberem que ele é o campeão de Metróplois, o emprego que ele consegue no Planeta Diário como repórter especial e o primeiro encontro entre ele e o Batman em Gotham City (em que fica bem claro os métodos de atuação de cada um). Destaque também para as participações de Lex Luthor, na condição de "magnata poderoso e dono da cidade" e do vilão Bizarro - este sendo fruto da ambição de Lex Luthor em acabar com o kryptoninano.
É bem provável que a geração mais nova de leitores torça um pouco o nariz para esta revista. John Byrne usa de uma linguajar que, convenhamos, beira ao pomposo. Contudo, mesmo sendo fruto de uma monstro criado pelo próprio mercado editorial de quadrinhos - as constantes reformulações criadas com o intuito de arrumar a bagunça feita, por anos e anos, de histórias sem pé nem cabeça e pelo arrependimento de matar personagens que consideravam irrelevantes - Superman: O Homem de Aço é leitura obrigatória. Item indispensável na coleção de qualquer fã de quadrinhos de super-herói.
A última publicação desta história foi um encadernado lançado pela Mythos Editora, em 2006. Na ocasião, completavam-se 20 anos e, além disso, pegava carona com a divulgação do filme "Superman - O Retorno".
Ficou afim? Pois só quando republicarem. Mas você pode adquirir clicando aqui.




Nenhum comentário:
Postar um comentário