quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Teia Do Aranha #10


Começa com um desenho de página inteira. O Homem-Aranha balança-se pela cidade de Nova York e pensa consigo: "A cidade está quieta esta noite! Aliás, quieta demais! Como a calmaria antes da tempestade!" Assim, tem início a história, escrita por Stan Lee, em que é apresentado o vilão Gatuno - um ladrão que usa artefatos tecnológicos (todos de sua autoria) para praticar seus crimes. 

Publicada originalmente no ano de 1975, nos Estados Unidos, a narrativa foi lançada pela Editora Abril, em terras tupiniquins, em 1990, pelo título A Teia Do Aranha em sua décima edição. É possível notar algumas discrepâncias, por parte dos editores brasileiros, em relação a temporalidade. Em uma ligação que Peter Parker faz a namorada Gwen Stacy, esta diz ao telefone: "Bem, já que o Tom Cruise não sabe o número do meu telefone... só pode ser o Peter Parker" - lembrando que o primeiro filme do astro hollywoodiano data de 1981! 

Stan Lee, como sempre, faz jus à fama de gênio dos quadrinhos quando foca, ao mesmo tempo, nas proezas heróicas de seus personagens e em seus dilemas humanos. Quando Peter caminha pela cidade e reflete sobre a sua vida da seguinte forma: "Que noite! Não estudei... não dormi... e ainda perdi a garota que amo! Aposto que aquele limpador de janelas não tem a metade dos meus problemas". Só que, o limpador de janelas a que o jovem se refere é Hobie Brown, o vilão Gatuno, que, ao observar os transeuntes abaixo, tem pensamentos semelhantes aos do Aracnídeo: "Por que eu não posso ser como os outros lá embaixo? Por que nada dá certo pra Hobie Brown?"  Por apresentar personagens tão falhos, não é à toa que Lee está para os quadrinhos assim com Albert Einstein está para a Física. 

Para quem quer ser um leitor voraz dos gibis do Homem-Aranha, aqui vai a dica. 

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